|
||
|
Conceito e evolução do sistema de jogo Se entende por SISTEMA DE JOGO, a distribuição dos jogadores em campo durante a partida, para de forma coordenada desenvolverem as funções de Ataque e Defesa. São utilizadas linhas imaginárias para definir onde um determinado número de jogadores deve atuar – ex.: 1-4-3-3 define 4 Linhas de Atuação com o seguinte funcionamento: a. A primeira linha é de atuação do Goleiro, responsável direto por evitar o gol. b. Na segunda linha atuam 4 jogadores também com funções Defensivas. c. Já na terceira linha, posicionam-se os chamados “Meias” que atuam tanto ofensiva, como defensivamente e são os responsáveis pela “armação” de jogadas de ataque e contra-ataque, neste exemplo 3 jogadores desempenham essa função. d. Neste exemplo, na quarta linha, posicionam-se 3 Atacantes, que são os responsáveis por fazer os gols na meta adversária. Se entende por VARIANTE dentro de um Sistema de Jogo, quando o jogador passa a atuar em uma outra faixa do campo diferente daquela em que iniciou o jogo, seja de modo ofensivo ou defensivo com a finalidade de surpreender ou “derrubar” o sistema adversário. Quando esse jogador é adiantado, chamamos de VARIANTE OFENSIVA e quando é recuado, chamamos de VARIANTE DEFENSIVA. Graças a criação e modificação das regras do futebol, surgiram os Sistemas de Jogo, criados para adaptar melhor a forma de jogar de cada equipe em busca das vitórias. Posteriormente, com raras alterações nas regras, a ocupação racional e a busca pelo equilíbrio entre os setores do time dentro de campo, obrigaram os técnicos a buscar constantemente a evolução dos sistemas de jogo. Escrito por Ricardo Aguiar às 17h59
[]
[envie esta mensagem]
Todos os aspectos que compõem o jogo (Físico, Técnico, Psicológico e Médico), são necessários, interessantes e importantes, porém creio que não exista dúvida em afirmar que o Tático é o mais importante, por ser o complemento de todos os outros, e o que dá forma e sentido ao trabalho. Podemos definir TÁTICA, como “o estudo, a organização e o desenvolvimento organizado da junção de todos os aspectos que formam o jogo de uma equipe, para ser determinante na conquista de objetivos”. No aspecto Tático, três pontos requerem a máxima atenção por parte do técnico para seu estudo e preparação: 1. O JOGO OFENSIVO 2. O JOGO DEFENSIVO 3. A ORGANIZAÇÃO CONJUNTA DE AMBOS Dentre esses pontos, para a perfeita ORGANIZAÇÃO DO JOGO COLETIVO são necessários dois princípios básicos: a. O SISTEMA DE JOGO b. O ESQUEMA DE JOGO Escrito por Ricardo Aguiar às 17h52
[]
[envie esta mensagem]
Generalidades na organização do jogo coletivo Qualquer coisa na vida, com um mínimo de complexidade, necessita de uma organização interna para o seu correto funcionamento. Dessa organização dependerá o seu sentido prático, em função das respostas positivas que ofereça ao meio que o cerca. “Imagine uma casa vazia. Sua utilidade para uma família é mínima. Cheia de móveis, porém com todos amontoados num corredor, continua sendo mínima. Porém, se cada um estiver colocado no seu devido lugar, será de total utilidade para seus usuários, não sendo necessário se fazer mudanças para utiliza-los”. O futebol é extraordinariamente complexo. Revendo seus componentes fundamentais, observamos por exemplo 20 equipes compostas cada uma ao seu modo, formada por jogadores com as mais diversas características, enfrentando a cada jogo equipes diferentes, em campos, condições, juízes e objetivos diferentes, porém dentro de um regulamento igual a todos. Essa complexidade é necessária para organizar o que cada um pode fazer pela sua equipe. Mas essa organização deve ser dinâmica, porque o jogo tem duas fases bem diferenciadas, porém ligadas entre si: OFENSIVA e DEFENSIVA, e porque as circunstâncias do jogo são imprevisíveis e diversificadas. Estamos diante do que denomina-se “PRINCÍPIOS ORGANIZATIVOS DO JOGO”. Escrito por Ricardo Aguiar às 17h46
[]
[envie esta mensagem]
A difícil relação com os “senhores do apito”
Entre tantos outros exemplos, lembro a expulsão do mano Menezes na 2ª partida da semifinal entre Corinthians x Botafogo. Aquela foi uma arbitrariedade desproporcional e que “aleijou” o Corinthians num momento crucial do jogo. Alguns treinadores, é verdade, cometem excessos, mas não se pode generalizar. Os bons profissionais, além de se reciclarem constantemente, também devem estudar e discutir com os próprios árbitros as Regras do Jogo. É duro ouvir a frase: “estou cumprindo a regra”, quando sabemos que o julgamento é subjetivo uma vez que compete tão somente ao árbitro interpretar uma série questões em um único lance ou atitude. Do mesmo modo que os árbitros estão ali fazendo o seu trabalho, os técnicos também estão ali tentando fazer o seu e em muitas ocasiões, toda uma temporada é perdida trazendo grandes prejuízos ao clube, por causa de um erro de arbitragem que raramente é admitida pelo “senhor do apito”. Com raras exceções, e aqui posso citar o árbitro-assistente FIFA Ednilson Corona, que mesmo com toda a sua bagagem profissional tem a humildade de ouvir as críticas, discutir e orientar a cada jogo, os árbitros estão cada vez mais se sentindo o “senhor da razão”. Precisamos mudar esse quadro, quem sabe promovendo encontros para trocar informações, discutir as regras em condições de igualdade, onde o árbitro possa falar, mas principalmente esteja disposto a ouvir. Escrito por Ricardo Aguiar às 17h23
[]
[envie esta mensagem]
|
||