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A legalização da nossa profissão II Precisamos de conhecimento sim, desse conteúdo que poderemos ter acesso através do Instituto do Profº. Luxemburgo, mas precisamos de REPRESENTATIVIDADE. Somos talvez uma das classes trabalhistas mais desorganizadas, onde a maioria não se vê como colegas de profissão, mas como “inimigo” e isso é lamentável. Todo o pouco conhecimento que tenho a respeito de métodos de treinamento e conteúdo pedagógico para o futebol, foram adquiridos ao longo de três anos de estudos com profissionais de países europeus, porque no meu país, até para se conseguir estagiar com colegas em grandes clubes, é preciso o chamado “Q.I.” (Quem Indica). Esse suporte, desde a formação profissional do treinador, que não necessariamente precisa iniciar na universidade (afinal no Brasil quantos tem acesso à ela?), até a sua efetiva inserção no mercado de trabalho, deveria ser dado por uma entidade da classe. Entidade que estabelecesse parâmetros, instituindo níveis profissionais para trabalhar nas divisões do nosso futebol, que garantissem ao mercado, profissionais altamente qualificados (algo semelhante aos padrões europeus), e que se mantivesse atuante constantemente, discutindo e defendendo os nossos interesses. Seria pedir demais? Ora, sou apenas um jovem treinador iniciando na profissão, sentindo na pele as enormes dificuldades de se inserir nesse mercado, mas preocupado em oferecer um serviço de qualidade, disposto a transformar “o país do futebol”, no país dos “melhores treinadores do mundo”! O desafio está a nossa espera. Escrito por Ricardo Aguiar às 20h09
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A legalização da nossa profissão A profissão de Treinador de Futebol é regulamentada pela Lei nº 8.650, de 22 de abril de 1993, aprovada pelo Congresso Nacional, sancionada pelo então presidente Itamar Franco e publicada no Diário Oficial da União em 23 de abril de 1993. (Quem quiser conhecer os detalhes, basta fazer uma pesquisa no google “Lei nº 8.650”) Porém, apesar desse importante avanço, pouco se fez pela “legalização” da profissão no Brasil. E isso, sem medo de afirmar, é culpa da ABTF – Associação Brasileira dos Treinadores, da CBF e principalmente, dos próprios profissionais, que sempre falaram em defesa da classe, mas nunca agiram efetivamente em favor dela. Agora vejo o Profº Wanderley Luxemburgo (uma das maiores autoridades no assunto), lançar o seu Instituto em prol do futebol. Um passo importante, sem dúvida, mas não pude deixar de me questionar... e a ABTF? No site da entidade que se coloca como a representante legal da nossa classe, pode-se ler o seguinte aviso: “ A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TREINADORES DE FUTEBOL - ABTF, INFORMA: De acordo com a última Reunião em Novembro de 2002, do Simpósio da UNIÃO EUROPÉIA em PARÍS, ficou estabelecido por todas as ASSOCIAÇÕES DE TREINADORES MUNDIAL, QUE TODO TREINADOR PARA TRABALHAR NO EXTERIOR, é necessário a Apresentação dos seguintes documentos: CERTIFICADO DO CURSO DA ABTF, CARTEIRA DA ASSOCIAÇÃO DO ANO CORRENTE E A CARTA DA ASSOCIAÇÃO ENVIADA DIRETAMENTE DA ABTF PARA A ASSOCIAÇÃO DO PAÍS DO CLUB CONTRATANTE COM AS INFORMAÇÕES DO TREINADOR PARA EVITAR FALSIFICAÇÕES”. Esse é o único conteúdo “interessante” (além do anúncio de novos cursos de formação para treinadores) que se encontra no site da entidade. Fiz esse curso em 2006 na cidade do Rio de Janeiro, mas em resumo, a ABTF não acrescenta nada mais na vida de seus profissionais. E essa é a nossa entidade representativa.... Escrito por Ricardo Aguiar às 19h47
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![]() Escrito por Ricardo Aguiar às 12h09
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