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Tudo bem, a bola ainda é redonda.
O Abel Braga, técnico do Internacional/RS (Campeão da Libertadores e Campeão Mundial), explicou sobre o trabalho de observação que foi feito para enfrentar o “todo poderoso” Barcelona(ESP), na final do mundial interclubes no Japão. Abel e sua comissão técnica, analisaram jogos em que o Barcelona havia sido e derrotado e em todos eles, a forte marcação foi o caminho. Reconhecendo a superioridade técnica do adversário, é fundamental tentar neutralizar os seus principais pilares, evitar o confronto aberto, reduzir espaços, marcar forte, jogar bem fechado, mas consciente e preparado para aproveitar um vacilo, uma única oportunidade em que possa ser convertido o gol. Com o Inter não foi diferente, e como disse o Abel, com toda a sua humildade; “jogamos sabendo da força do adversário, mas conscientes de que também poderíamos vencer o jogo do nosso modo”. E não tenha dúvida, ao contrário de muitos, que disseram que o Barça foi melhor, que mandou no jogo, o Internacional sim, foi muito melhor, pois soube como ninguém, neutralizar a equipe Catalã (uma seleção de craques) e aproveitar a única oportunidade que teve. Podem discordar os apaixonados do futebol arte, do futebol espetáculo, mas neste tão concorrido mundo moderno do futebol, o princípio básico desse jogo apaixonante é primeiramente não tomar gol e depois saber aproveitar as oportunidades que venham a surgir provenientes de seus próprios méritos ou de um vacilo do adversário.
Escrito por RICARDO AGUIAR às 17h41
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A modernidade do futebol, que prima muito mais pelo conjunto, pela pegada, do que pela individualidade e pela habilidade, é a grande responsável pela escassez de atacantes no futebol brasileiro. Tente encher ao menos os dez dedos das mãos apontando atualmente dez bons artilheiros em atividade no futebol brasileiro na atualidade... talvez seja até mesmo difícil apontar cinco. Fosse diferente, os grandes clubes brasileiros não estariam cogitando em repatriar “velhos” artilheiros espalhados pelo mundo, ou mesmo focados exclusivamente em Nilmar (na minha opinião o melhor atacante em atividade no futebol brasileiro). A verdade é que estamos tão enquadrados na filosofia do “futebol total” tão difundida pelos europeus, onde atacantes fixos não tem quase espaço (salvas raras exceções), que os homens de frente na verdade são meias que marcam, que armam e que chegam ao ataque para finalizar. Quando o Parreira profetizou que o futuro do futebol seria o 1-4-6-0, muitos torceram o nariz, mas hoje é possível entender que isso já está acontecendo. Uma equipe nesse esquema, pode ser tão boa defensiva, quanto ofensivamente, uma vez que quando atacada estará muito mais fechada e com chances de desarmar o adversário para contra-atacar com até 6 atacantes. Acompanhando o futebol inglês, espanhol e italiano, é fácil notar essa realidade, com jogadores como o grandalhão Luca Toni (Roma/ITA), recuando e marcando quando sua equipe está sendo atacada e fazendo gols quando sua equipe vai ao ataque. O jogador polivalente, que marca, que arma e ataca, tem muito mais chances de vingar no futebol, do que aquele que se deixa limitar por uma única função. Por esse motivo, são fundamentais os treinamentos com variação de funções e posicionamentos, afinal o futebol é um esporte COLETIVO, onde a individualidade é um ingrediente muito importante, mas não o mais importante.
Escrito por RICARDO AGUIAR às 17h38
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