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As cenas de selvageria divulgadas pela TV são um retrato claro do que é o futebol brasileiro. Torcedor não tem que ir ao estádio, nem ao clube para xingar, ofender e sair na porrada. Torcedor tem que existir para INCENTIVAR!!! Teria sido muito mais bonito e acredito eficáz, se os torcedores-agressores, tivessem se despeido da ira e procurassem a direção e o elenco do clube para tentar discutir civilizadamente o momento do Coxa na série B. Se torcedor critica, ele deve ter também a “fórmula mágica” pra mudar a situação – se bem que se fosse fácil assim como seria o futebol? Pois ninguém perderia. Que exemplo essas pessoas estão dando para seus próprios filhos. Não adianta depois de uma tragédia, segurar faixas pedindo “PAZ NOS ESTÁDIOS”, se esse é o exemplo. O lamentável episódio de Curitiba, também escancarou falhas da direção do clube, que não preservou o elenco (ou será que eles não imaginavam que isso poderia acontecer?), assim como falha da segurança no aeroporto, ou será que eles não perceberam a aglomeração de torcedores uniformizados no local? Com tudo isso, é irritante ainda ouvir dizer que o Brasil sonha em sediar uma Copa do Mundo. Não temos infraestrutura, se quer estádios decentes e ainda temos as torcidas organizadas, que não respeitam ninguém, que agridem e que matam impunemente. Escrito por RICARDO AGUIAR às 13h57
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...E falando nisso...
Puxa vida, será que ainda não percebemos que estamos sendo tratados sem o devido respeito ético e profissional? Até quando vamos continuar a aceitar essa instabilidade e desorganização estrutural? Espero estar errado, mas não sei se a CBF nos daria essa força para nos organizarmos numa entidade independente, até porque a principal entidade do futebol brasileiro já se mostrou inúmeras vezes “centralizadora”. Como exemplo vejamos a situação da arbitragem brasileira, que até hoje vive à sombra dos mandos e desmandos da própria CBF, ao passo que poderia muito bem se representar por uma entidade independente capaz de negociar cotas, valores, patrocínios, etc, em favor dos profissionais do apito. Mas também não podemos cruzar os braços e ficar só lamentando. Essa mobilização para ter sucesso precisa iniciar com os chamados técnicos “top” do futebol brasileiro, para ter credibilidade. Agora por favor, não vamos ficar apenas no discurso. Em tempos de globalização, seria muito importante que todo profissional tivesse o seu Blog, o seu Orkut, a sua Web page para estreitar justamente essa interatividade, essa troca de informações, mas infelismente, são raras as excessões e poucos profissionais fazem isso. Falta de tempo? Poxa...acho justo reservar ao menos uma horinha para interagir virtualmente com os colegas. Gosto muito de uma frase que aprendi com um amigo político: “Pior que o Governo dos maus, é o Silêncios dos bons!” Vamos pensar seriamente nisso. Escrito por RICARDO AGUIAR às 13h38
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E cai mais um técnico no Brsileirão...
Aí fico pensando... será que vai aparecer um “mago” para de uma hora para outra tirar a Ponte do buraco? O engraçado é que as equipes que trocaram de treinador como se troca de roupa, estão a competição inteira na corda bamba (vide a triste situação do São Caetano). Continuo acreditando que o grande culpado da instabilidade da maioria dos clubes, é a falta de preparo e profissionalismo de seus dirigentes. Quais os critèrios para se contratar um técnico? (se é que há algum critério) Será que é tão difícil enxergar que o problema é estrutural? Não entendo porque falamos tanto em “PLANEJAMENTO”, se ninguém respeita. Mas, nós também temos nossa parcela de culpa, afinal aceitamos pacificamente servir de brinquedo para quem brinca de fazer futebol! Escrito por RICARDO AGUIAR às 13h16
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OLHO NO LANCE O Muricy tem toda razão!
Ao ler a opinião do colega Muricy Ramalho, não pude deixar de refletir e concordei com as suas colocações em relação ao trabalho de base feito hoje no Brasil. Entendam os demais colegas, que não se trata de uma crítica ao trabalho desses profissionais, mas a colocação de uma opinião, de um ponto de vista sobre a situação. Compartilho com o treinador do São Paulo, da opinião de que o garoto na base, dos 7 aos 17 anos, precisa ter a maior liberdade tática possível, precisamos incentivar a criação natural de laterais, zagueiros, atacantes e principalmente meias, que são responsáveis pela criação, pela qualidade de tática de uma equipe. Quando se aprende o “arroz com feijão”, fica mais fácil se adaptar aos esquemas mais exigentes. É importante ressaltar também, que a maior culpa de tudo isso, é a famigerada exigência de títulos também nas categorias de base. Hoje em dia, a grande maioria dos clubes está muito mais obrigada a ganhar títulos, do que propriamente revelar jogadores, porque não se consegue revelar com tanta qualidade, quando existe a obrigação de vencer e vencer sempre. Precisamos repensar tudo isso, porque as palavras do Muricy vem de encontro a opinião do Dunga de que já não existem mais aqueles craques que desequilibram. Isso porque essa atual preocupação defensiva motivada pela obrigação de vencer sempre, acabou contaminando o trabalho de base. Não podemos continuar “tapando com a peneira.” Escrito por RICARDO AGUIAR às 17h51
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SISTEMAS TÁTICOS
· Esse foi o esquema tático do Brasil na Copa de 50. · O técnico do Vasco e da seleção brasileira, Flávio Costa, começou a experimentar no time vascaíno algumas novas concepções de jogo. Partindo do WM, Flávio teve a idéia de fazer uma rotação de 45o no quadrado-mágico de meio de campo. · Com isso, criou um losango compacto, em que o vértice avançado era ocupado pelo centro-avante (Ademir) e o vértice recuado pelo homem de criação e iniciador das jogadas ofensivas a partir do meio-campo (Bauer). · Os 02 vértices laterais foram preenchidos pelos meias (Zizinho e Jair), presentes na armação do ataque. · Some-se 02 extremas velozes e tínhamos aí formado um time muito agressivo. · Mais atrás na defesa, 02 jogadores abertos pelas laterais (Augusto e Bigode). Seriam algo parecido com os laterais de hoje, porém mais defensores que armadores. · Na última linha, 02 zagueiros de área, com um deles (Juvenal) jogando quase sempre na sobra.
Escrito por RICARDO AGUIAR às 18h02
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SISTEMAS TÁTICOS
· O sistema chamado de Ferrolho foi lançado em 1934 pelo técnico austríaco Karl Rappan e logo utilizado pela seleção suíça na Copa de 34. · Era um sistema bastante defensivo, em que o meio-campo jogava junto aos 02 zagueiros de área. · O médio direito e o MÉDIO ESQUERDO combatiam os extremas adversários, enquanto o centro-médio se postava bem diante da zaga, como um precursor dos futuros líberos. · Dos atacantes, 03 recuavam para fechar o meio-campo (normalmente os pontas e um meia), sobrando apenas 02 na frente. Assim sendo, procurava-se reforçar as defesas, antes tão desprotegidas, em detrimento do ataque. · As ações ofensivas aconteciam em contra-ataques rápidos, nem sempre efetivos.
Escrito por RICARDO AGUIAR às 17h50
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